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A Semana Pessoas em Ação é comemorada de 23 a 29 de março em todo o Brasil. Assim como no ano passado, vamos usar esse período para divulgar anúncios da campanha ou posts com a hashtag #PessoasEmAção nas mídias sociais.
É muito fácil participar e promover o belo trabalho realizado pela nossa organização, mostrando o impacto que causamos na vida de tantas pessoas. Você pode usar os anúncios já prontos do Brand Center ou customizar os modelos do site com suas próprias imagens.
Se for criar seus próprios anúncios, o primeiro passo é escolher ou tirar uma foto de um projeto do seu clube ou distrito que mostre como nos mobilizamos em prol de uma causa, comunidade, grupo ou indivíduo.
Depois, basta seguir o formato da campanha, acrescentando “Juntos, nós” + um dos seguintes complementos: inspiramos, conectamos, transformamos, combatemos a pólio, orientamos, empoderamos, aprendemos, salvamos vidas, combatemos a fome, promovemos a paz.
A revista Rotary Brasil criou um tutorial que ilustra muito bem o que você deve fazer.
Contamos com a sua participação!
Para mais informações, consulte os seguintes materiais:
- Guia de Estilo da Campanha Pessoas em Ação
- Panorama da Campanha Pessoas em Ação
- Exemplos de Pessoas em Ação
(Equipe de Comunical Global do Rotary International)
Todos os associados de Interact, Rotaract e Rotary Clubs querem fazer acontecer. Para esse fim, eles doam dinheiro, fazem trabalho voluntário, arrecadam fundos para causas diversas e divulgam o impacto que causam como membros da família rotária. E assim, eles entram em ação e fazem a diferença no mundo.
Para aumentar a conscientização pública sobre nosso trabalho e conquistas, estamos realizando a segunda Semana #PessoasEmAção.
O que é a Semana #PessoasEmAção?
A Semana Pessoas em Ação, que em 2020 será de 23 a 29 de março, tem o intuito de mobilizar todos os clubes a divulgarem nas mídias sociais um anúncio da campanha ou publicação sobre um projeto de destaque com a hashtag #PessoasEmAção. O intuito é encher as redes sociais de posts que mostrem o impacto que associados de Interact, Rotaract e Rotary Clubs causam local e internacionalmente.
Que tipo de anúncio devo divulgar?
Você pode usar os recursos do Brand Center para criar seu próprio anúncio. O projeto a ser destacado não precisa ser grande nem complicado – basta que atenda a uma necessidade da comunidade beneficiada – mostrando de forma envolvente como o seu clube está transformando o lugar e a vida das pessoas ao seu redor.
Outra opção é usar um dos anúncios já criados pelo RI, também disponíveis no Brand Center. Cada peça – seja ela criada pelo clube ou pelo Rotary – deve começar com as palavras “Juntos, nós” e usar uma das seguintes palavras ou sentenças: transformamos, inspiramos, conectamos, combatemos a pólio, aprendemos, empoderamos, orientamos, salvamos vidas, combatemos a fome, e promovemos a paz.
(Equipe de Comunicação Global do Rotary International)
Estamos monitorando de perto a pandemia de covid-19, causado pelo novo coronavírus, e avaliando continuamente seu possível impacto em nossas operações, eventos e associados.
Sua saúde e segurança são da mais alta prioridade para nós. Leia abaixo sobre algumas atividades que podem ser afetadas e consulte esta página regularmente para novas informações.
Convenção InternacionalA Convenção ainda está programada para 6 a 10 de junho em Honolulu, EUA.
Seguiremos as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Departamento de Estado e do Centro Norte-americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Estamos preparados para fazer ajustes e tomar todas as precauções necessárias para proteger os inscritos no evento.
Outros eventosVisando a saúde dos seus associados, funcionários e viajantes, o Rotary cancelou as conferências presidenciais de 28 de março na Unesco, em Paris; e de 9 de maio na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em Roma. Os inscritos receberão informações sobre o reembolso.
Reuniões de clubes e distritosPara sua saúde e segurança, recomendamos aos nossos associados e participantes que sigam as diretrizes da Organização Mundial da Saúde e das suas autoridades em nível local, regional e nacional. Pode ser necessário adiar ou cancelar reuniões, ou então realizá-las pela internet ou teleconferência.
Ao considerar se deve ou não viajar ou comparecer a um evento, avalie sua situação pessoal, como qualquer problema de saúde que possa ter.
Intercâmbio de JovensSe o seu distrito parceiro estiver em área com caso de covid-19, verifique com ele as precauções que os estudantes visitantes devem tomar. Todos os distritos, como também os jovens e seus pais ou responsáveis, devem seguir as instruções emitidas por sua embaixada ou consulado, agências internacionais como a OMS, e autoridades locais de saúde para ficar a par das últimas notícias.
Se o seu distrito estiver hospedando intercambistas, considere se eles correriam riscos em fazer viagens e atividades locais, ou se terão algum problema em voltar para seus países. Talvez o melhor a fazer seja adiar ou mesmo cancelar viagens não necessárias.
Se os pais ou responsáveis tiverem alguma preocupação quanto ao jovem ser designado a uma certa área, principalmente as atingidas pelo surto do coronavírus, converse com o distrito parceiro sobre outros lugares para hospedar o estudante. Os pais ou responsáveis podem decidir cancelar a participação dos seus filhos no programa.
Bolsas Rotary pela Paz e outros programasParticipantes de Bolsa Rotary pela Paz, Intercâmbio Rotário da Amizade e Grupo Rotary em Ação devem seguir as recomendações da OMS e das autoridades de saúde em nível local, regional e nacional em relação a seus eventos, reuniões e atividades.
Bolsistas dos Centros Rotary pela Paz: os países categorizados como nível 3 pelo CDC foram adicionados à nossa lista de países com restrições de viagens. Qualquer viagem não essencial que envolva itinerário a tais países não deve ser realizada por bolsistas e funcionários do Rotary. O bom senso deve ser empregado ao considerar viagem a países categorizados como nível 2. O bolsista que estiver em país onde haja alastramento de covid-19 deve seguir as recomendações da universidade e dos órgãos nacionais de saúde.
Bolsistas de primeiro ano que estejam se preparando para sua experiência de campo devem considerar as opções e ter um outro lugar em mente no caso de haver mais restrições de viagem. Além de questões de saúde e segurança, não queremos que nossos bolsistas estejam sujeitos a quarentenas ou não possam retornar ao país de estudos por terem feito a experiência de campo em área de alto risco. Fale com seu funcionário de contato sobre como as normas do Rotary podem afetar sua experiência de campo.
Interactianos e participante do RYLA: avaliem se os eventos, viagens e atividades programadas podem colocar as pessoas em risco. Caso afirmativo, considerem adiar ou cancelar encontros não essenciais.
Convém seguir as instruções das escolas e universidades em relação a fechamentos ou adiamentos das aulas. Se isso acontecer, mantenha os estudantes ocupados até as coisas se normalizarem. Converse com os pais ou responsáveis sobre a saúde e segurança dos seus filhos e que os clubes e distritos estão fazendo para minimizar a exposição e impacto para os participantes das nossas atividades e eventos.
Viagens financiadas pelo RotaryO Rotary International recomenda que os recebedores de subsídios, intercambistas, bolsistas e outros com viagens financiadas pelo Rotary obedeçam às instruções da OMS e das autoridades de saúde em nível local, regional e nacional, para sua própria segurança.
Leia e compartilhe a lista de países com restrições para confirmar o impacto em viagens financiadas pelo Rotary. Em caso de dúvidas, fale com nossos funcionários.
Fonte: Rotary International
O Rotary está monitorando atentamente o surto do Covid-19, doença causada pelo coronavírus, e avaliando continuamente o possível impacto em operações, eventos e treinamentos.
UPDATE: 3 de março de 2020 — Com o aumento global no número de casos, recomendamos que associados e participantes do Rotary sigam as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades nacionais, regionais ou locais para preservar sua saúde e segurança. Se recomendado, adie ou cancele reuniões presenciais ou realize-as on-line ou por telefone. Se houver alertas, tenha cuidado durante viagens feitas a serviço do seu distrito ou clube. No caso de dúvidas sobre viagens relacionadas a Subsídios Globais, contate o funcionário responsável por essa área na sua região.
Também recomendamos que compartilhe frequentemente esses updates com seu clube e distrito para que possa fazer o melhor para proteger a sua comunidade.
27 de fevereiro de 2020 — A Convenção do Rotary continua programada para 6 a 10 de junho em Honolulu, Havaí, nos EUA. Estamos seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual, em sua declaração mais recente sobre o assunto, não recomendou qualquer restrição de viagens ou comércio com base nas informações atualmente disponíveis.
Nós continuaremos acompanhando a situação e seguiremos as recomendações da OMS, do Departamento de Estado dos EUA e do Centro Norte-americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Faremos qualquer ajuste necessário aos nossos planos para a Convenção de 2020 e tomaremos as devidas precauções para proteger os participantes do evento. Sua saúde e segurança são nossas principais prioridades.
Continuaremos fornecendo informações atualizadas no site riconvention.org, no boletim da Convenção e por e-mail.
Consulte a nossa lista de países com restrições de viagem para mais informações.
Fonte: Rotary International
Há três décadas, as mulheres vêm ajudando a construir e transformar o Rotary
A história da admissão da mulher no Rotary é mais um dos episódios da longa luta feminina pelo direito de, mais do que estar, ter voz em todos os espaços da sociedade. Fundada nos Estados Unidos em 1905 como uma organização exclusivamente masculina, assim optou por permanecer pelos 84 anos seguintes.
Em 1911, enfrentando a resistência da Associação Nacional de Rotary Clubs, um grupo de mulheres atuantes em vários ramos de negócios formou, na cidade norte-americana de Minneapolis, um Rotary Club feminino. No ano seguinte, na Convenção do Rotary, Ida Buel discursou sobre o papel do Rotary Club feminino existente em sua cidade, Duluth, e buscou apoio para a expansão dos clubes compostos por mulheres. Prevaleceu, no entanto, a decisão dos rotarianos contrários à ideia de aceitá-las na organização.
Em 1921, Alwilda Harvey, casada com o então presidente do Rotary Club de Chicago, formou o comitê Mulheres do Rotary, composto por 59 esposas de rotarianos e rejeitado pelo Conselho Diretor do Rotary International. O comitê foi então rebatizado como Mulheres do Rotary Club de Chicago. Dois anos mais tarde, em Manchester, Inglaterra, 27 esposas de rotarianos criaram uma associação que, em 1924, viria a se chamar Inner Wheel, existente até hoje.
Naquela época, no Brasil, era raro que as mulheres fossem admitidas mesmo como convidadas nos eventos do Rotary. Na década seguinte, Eugenia Hamann, esposa de um associado ao Rotary Club do Rio de Janeiro e muito ligada à assistência social e ao feminismo, teve publicadas em Rotary Brasileiro, como nossa revista então se chamava, duas contundentes cartas abertas nas quais questiona a exclusão das mulheres. É justamente no final dos anos 1930 que surge na cidade paulista de Bauru a primeira Associação de Senhoras de Rotarianos, uma iniciativa exclusivamente brasileira. Elas começavam a se organizar para ter mais poder de ação, mas ainda levaria tempo até que tivessem voz ativa no Rotary.
A disputa continuaria pelas décadas seguintes. Em 1978, depois de admitir três mulheres, o Rotary Club de Duarte, nos Estados Unidos, foi suspenso pelo Rotary International. O imbróglio chegou à Justiça e, em 1987, por unanimidade a Suprema Corte americana decidiu a favor da admissão das mulheres. Com isso, no Conselho de Legislação de 1989, a palavra homem foi eliminada dos documentos estatutários da organização.
Primeira mulher a se associar ao Rotary na América Latina, Emma Hildinger nos relembrou sua história na edição de agosto de 2017. Por meio de relatos tecidos a partir de entrevistas, você conhecerá a trajetória e o pensamento de outras quatro mulheres que, de formas diversas, vêm desempenhando algum tipo de pioneirismo no Rotary.
Fonte: Revista Rotary Brasil
Meu pai me dizia: ‘Se você quer e tem coragem, você vai vencer’. Eu puxei muito ao meu pai, à coragem dele. Quando eu quero uma coisa, eu luto e consigo”, explica a entrevistada com seu forte sotaque alemão. Aos 93 anos de idade e conhecida pelos amigos como uma pessoa incansável, Emma Hildinger é atualmente associada ao Rotary Club de São José dos Campos, SP (distrito 4600), cidade onde reside. Ela já tinha uma história de vida rica quando, contrariando os estatutos do Rotary International, que vetavam mulheres na organização, ingressou no Rotary Club de Caçapava, SP, em 17 de maio de 1988. Com a ousadia, Emma tornou-se a primeira rotariana da América Latina. Hoje ela coleciona um currículo rotário extenso, tendo sido presidente de clube diversas vezes e governadora distrital assistente em 2003-04.
Emma nasceu em 1923 na cidade de Waldbronn, no sul da Alemanha, e chegou sozinha ao Brasil em 1950 para começar sua vida profissional como secretária executiva na cidade de São Paulo. Ela jamais se esqueceu dos horrores e do sofrimento da Segunda Guerra Mundial, mas a experiência parece ter aguçado nela a vontade de ajudar o próximo. Viúva, mãe do engenheiro e administrador de empresas Thomas, e avó das trigêmeas Cinthya, Evelyn e Karyn, universitárias de 20 anos, Emma tem muito a nos contar, e o faz com toda a simpatia e tranquilidade, como se fosse uma amiga de longa data. Para essa conversa nas próximas páginas também convidamos o leitor.
REVISTA ROTAR Y BRASIL: O que a levou a ser rotariana?
EMMA HILDINGER: Eu sempre tive a vontade de ajudar. Eu atravessei a guerra e sei que é necessário ajudar o próximo. Por acaso, ainda na Alemanha, encontrei um rotariano que falou com muito entusiasmo sobre o Rotary. Então, quando eu trabalhava em Caçapava, os rotarianos de lá me falaram: “Você não quer conhecer o nosso clube?”. Perguntei: “Mas vocês não falaram que mulher não pode entrar no Rotary? Não existe ainda isso?”. “Mas você pode participar um pouco”, responderam. “Tá bem”, disse [o ano era 1987]. Depois começaram a aproveitar a minha assistência nos eventos.
Um dia me falaram: “Decidimos que vamos lutar para você ser nossa companheira de clube”. E começou a briga com o Rotary International, porque ele foi informado que o clube aceitou uma mulher e não estava ainda autorizado isso. Por fim, chegou o governador do distrito: “Está aqui a carta, eu tenho que fechar o clube”. O nosso advogado falou: “Pela lei brasileira não existe diferença entre homem e mulher. Vocês não podem fechar”. A briga levou o ano inteiro [de 1988], até que na Convenção do Rotary de 1989 ficou liberada a entrada de mulheres.
A senhora sempre foi muito participativa, né?Estou acostumada a sempre fazer alguma coisa e isso animou os rotarianos de Caçapava. Quando eu era convidada para as reuniões, sempre tinha alguma coisa que eu fazia; feijoada, churrasco, eu ajudava a fazer.
E poucos anos depois a senhora se tornou presidente do clube…Já na festiva em que assumi a presidência do Rotary Club de Caçapava [em 1992-93], falei da necessidade de uma ambulância para o hospital público da cidade. Sabe o que falaram? “Você está maluca? Como você acha que o nosso clube vai conseguir dinheiro para comprar uma ambulância?” Mas fizemos feijoada, churrasco, parque de diversões, cachorro-quente na praça, e conseguimos comprar. Quando a gente quer uma coisa tem que lutar por ela.
Hoje sou associada honorária do Caçapava. Depois que operei o joelho, o médico me pediu para não pegar mais o carro para ir às reuniões em Caçapava. O meu clube atual, aqui de São José dos Campos, me recebeu com muito carinho. Eles fazem a cada ano uma campanha do agasalho. Só dos prédios aqui perto de onde moro, levei cinco sacos de 100 litros com agasalhos. Todo mundo ajudou. No ano passado, eu fui a presidente mais idosa do Brasil. Sempre digo: a cabeça estando boa, os pés se viram.
Como foi ser a primeira rotariana da América Latina? Naquele momento, a senhora tinha ideia de que era uma pioneira?No Brasil, mais ou menos eu tinha. Da América Latina, naquela época não tinha ideia.
Logo depois que se tornou rotariana, a senhora viu outras mulheres ingressarem nos clubes da região?Demorou. Os clubes ficaram com receio, porque tem homens machistas, que não gostam da ideia. Até hoje tem clubes no meu distrito que não convidam mulher.
A senhora chegou a sofrer algum tipo de resistência no meio rotário?Nenhuma. Fui sempre muito respeitada, muito querida aonde vou. Logo fui presidente do clube de Caçapava e aqui em São José dos Campos fui presidente três vezes.
Recentemente, a senhora recebeu uma homenagem.Foi uma das grandes alegrias da minha vida. Na posse do nosso governador [Ivanir Chappaz], eu tive que ir à tribuna e não sabia o porquê. No fim de tudo, de repente, ele me deu uma placa. Agora eu sou Governadora Distrital Honoris Causa.
Sei que a senhora também é muito atuante na Semana Rotária [iniciativa promovida pelos clubes anualmente em fevereiro, mês de fundação do Rotary].Em todos os projetos eu ajudo. Na Semana Rotária vamos a um bairro e são feitos exames de sangue, de visão, medição de pressão, chamamos enfermeiras. Muitas crianças precisam de óculos e não têm dinheiro para comprar. Então fazemos alguma festa, algum bazar, para entregar os óculos.
Acha que o ingresso da mulher mudou o Rotary?A impressão que eu tenho é que os clubes que convidam mulheres tomam mais iniciativa. A mulher não desiste, ela vai em frente. Geralmente, a primeira coisa que os homens falam é: “Ah, isso aqui não é possível”. A mulher chega e diz: “Vamos tentar”. Eu sou assim, quando falam que não é possível, digo: “Vamos tentar mais uma vez, quem sabe…”.
Por que a senhora escolheu o Brasil para viver?Inicialmente, eu queria ir para o Canadá, mas não me deixaram entrar porque eu era solteira. Depois da guerra, o Canadá só deixava entrar famílias. Como eu tinha um primo, que infelizmente também morreu na guerra, jornalista, e ele tinha amizade com o pessoal de um jornal alemão do Rio de Janeiro, mandei uma carta para eles. Perguntei se não podiam me ajudar. Então eles fizeram contato com o consulado e consegui o visto para o Brasil. Digo que sou mais brasileira do que muitos brasileiros. Aonde vou defendo o nosso país.
Quando a senhora chegou, sabia alguma coisa de português?Não, nada, nada. Eu andava com jornal e dicionário. Eu escutava uma palavra e pegava logo o dicionário para ver. Em três meses, conseguia me entender muito bem. Aprendi português sozinha.
Estranhou muito as diferenças culturais?Estranhei um pouco, mas antes li muito sobre o Brasil, os costumes e tudo. Eu estava mais ou menos orientada, porque para chegar em um país totalmente diferente a gente tem que se preparar um pouco.
E o machismo aqui, não a impressionou?Isso eu estranhei. Na Alemanha, por exemplo, eu estava acostumada a andar de calça comprida [no Brasil dos anos 1950, o uso de saias era quase uma exigência]. A mulher não tinha o mesmo valor que os homens.
A senhora poderia falar um pouco sobre a experiência da Segunda Guerra Mundial?Foi a pior época da minha vida. Veja bem: eu tinha 15 anos quando começou a guerra. Eu queria viver, tinha planos para o futuro. E aí acabou tudo… E quando acabou a guerra, eu tinha 21 anos. Eu morava a 20 quilômetros da fronteira com a França, você pode imaginar o que nós sofremos. Todas as noites chegavam os aviões e jogavam bombas. Durante os dias, a gente escutava os tiros. A vida foi muito difícil. Houve represálias quando entraram na Alemanha. Não podíamos sair do portão depois de certa hora. Não tínhamos mais água, e íamos com um balde d’água para buscar água numa mina na floresta.
A senhora e sua família foram poupadas de violência?Sim. Meu pai, Joseph, era marceneiro e carpinteiro. Ele fazia caixões também. Então um dia ele falou o seguinte: “Emma, você me ajuda a levar este caixão? Vamos deixar bem na entrada do portão”. Aí nunca mais veio ninguém.
Como a senhora vê o mundo hoje?Não aprenderam com aqueles seis anos de guerra. Morreram milhões naquela época e o mundo não aprendeu o que significa uma guerra.
Vivemos ainda um mundo de intolerância…Veja o que está acontecendo na Síria. O mundo podia ser tão bom… Há lugar para todo mundo, é só querermos.
E o futuro do Rotary?O Rotary ainda tem que fazer muita coisa. Tem que mudar também alguma coisa na administração. Mas terá sempre futuro, porque o Rotary é uma organização que ajuda muito as pessoas. Não é à toa que temos parceiros como a Fundação Bill e Melinda Gates.
Fonte: Revista Rotary Brasil
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